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02/12 - Já inovou hoje?


Por  Sincofarma MG  Postado 02/12/2016

 

Não fosse o gosto dos seres humanos pela inovação, grandes invenções jamais se teriam tornado objeto de admiração pública. O surgimento da eletricidade, do telefone, da internet e de tantas outras facilidades que se tornaram parte de nosso cotidiano só foi possível porque alguém decidiu dar um passo à frente.

E, pelo que os números indicam, ao perceber a necessidade de buscar soluções capazes de atrair cada dia mais o consumidor, o comércio varejista de Belo Horizonte decidiu seguir o exemplo. Uma prova disso foi dada pela Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista 2016, ao revelar que 42,1% dos entrevistados realizaram alguma inovação nos últimos 12 meses. Além disso, 55,3% deles pretendem investir em algum tipo de ação inovadora no próximo ano.

“É uma notícia muito boa, uma vez que inovação no varejo implica maior competitividade. No fim das contas, quem agradece é o consumidor”, comenta Anízio Dutra Vianna, gerente de Inovação e Sustentabilidade do Sebrae-MG.

DIFERENCIAL

Os empresários mais experientes do ramo farmacêutico vão se lembrar. Puxe pela memória: como era uma farmácia antigamente? A oferta de produtos se resumia basicamente a medicamentos. Hoje, contudo, as novas necessidades do consumidor, aliadas ao aumento da competitividade, levaram os estabelecimentos a diversificar suas opções de oferta. “A inovação tem a capacidade de agregar valor aos produtos comercializados, tornando-se um diferencial em um ambiente altamente competitivo. No varejo, em que os produtos são praticamente equivalentes entre os ofertantes, aqueles que inovam ficam em posição de vantagem”, avalia Guilherme Moreira Dias Almeida, economista da Fecomércio-MG e responsável pela pesquisa.

Nesse novo ambiente, os empresários se viram obrigados a diversificar seu mix de produtos e a se especializarem em segmentos ligados à saúde e ao bem-estar – daí a ampliação da oferta de chás, suplementos alimentares, alimentos dietéticos, emagrecedores e produtos para celíacos –, em equipamentos para qualidade do ar, perfumaria e cosméticos – esses dois últimos, diga-se de passagem, passaram a se constituir numa excelente alternativa para ampliar a renda dos empresários.

Contudo, inovar no negócio vai além de pensar em produtos que possam suprir as necessidades do cliente. Assim como a inovação pode elevar o negócio a patamares antes inimagináveis, ela abre espaço a um leque infinito de possibilidades, que se estendem a processos administrativos, estrutura organizacional, logística, uso da tecnologia, dentre outras.

“Todo tipo de inovação é bem-vindo. Se o empresário traz consigo essa inquietação para criar algo novo, já é muito bom. O importante é que ele busque sempre soluções que facilitem a vida do consumidor e ao mesmo tempo sejam rentáveis para o negócio”, acrescenta Anízio. Essas opções, ele observa, podem ser vastas. Por exemplo: qual cliente gosta de ficar na fila do caixa por muito tempo? Com a implantação de processos inovadores de atendimento e treinamento dos atendentes, há a possibilidade de se diminuir o prazo de espera.

Outra dica: se o cliente chega ao estabelecimento para comprar determinado medicamento e sai somente com o que queria, provavelmente, uma mudança na disposição das gôndolas e a oferta de promoções podem, em diversas situações, convencê-lo a consumir mais.

Ou seja, inovação não tem limites. Ela pode ser adotada desde a hora em que você chega ao estabelecimento até o momento de encerrar o expediente. A propósito, você já inovou hoje?

Fonte: Jornal Conta Gotas