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06/07 - Bactéria pode aumentar eficácia da próxima geração de vacinas, diz estudo


Por  Sincofarma MG  Postado 07/7/2016

Com uma criativa e sofisticada estratégia, pesquisadores da Universidade de Búfalo, nos Estados Unidos, mostraram que cepas inofensivas de E. coli podem aumentar a eficácia de vacinas hoje utilizadas. Eles transformaram a bactéria numa espécie de “cápsula de transporte” que tornou a ação do imunizante pelo organismo mais eficiente e aumentou a sua especificidade.

A pesquisa foi publicada na Science e destaca o sucesso desse novo transporte na luta contra a doença pneumocócica, uma infecção que pode resultar em pneumonia, septicemia, infecções de ouvido e meningite.

A maioria das cepas da E.coli (abreviação de Escherichia coli) é segura e importante na digestão humana; fora do intestino, no entanto, ela pode desencadear desconfortos, como a infecção urinária. Também há casos de intoxicações alimentares pela bactéria (presença de cepas da E.coli de outros indivíduos e animais nos alimentos).

Menos comuns, há a possibilidade de casos mais graves provocados pela bactéria, como a meningite (inflamação da medula e do encéfalo), e a septicemia (multiplicação de bactérias geralmente por casos não tratados de infecções).

“A pesquisa é quase contraintuitiva, a contar pelo que se sabe da E.coli, mas a maioria das cepas são perfeitamente normais e têm um grande potencial para combater a doença pneumocócica”, diz Blaine Pfeifer, professor da Universidade de Buffalo e um dos autores do estudo. Pfeifer escreveu o estudo junto com o seu ex-aluno, Charles Jones, que está tentando comercializar o achado.


Estratégia

O núcleo da cápsula construído pelos cientistas é formado por E.coli inofensiva. Em torno das bactérias, os pesquisadores envolveram um polímero sintético. O polímero é “positivo”, e a parede da bactéria “negativa”. De maneira muito simplificada, como na eletricidade e nas pilhas comuns, essa diferença de potencial gera um transporte mais eficiente.

Para testar a cápsula, os pesquisadores inseriram uma vacina para combater as doenças pneumocócicas. Os resultados foram impressionantes, segundo os pesquisadores. A cápsula permitiu que se aumentasse a imunidade do organismo de maneira específica contra a doença.

A cápsula também possui um custo relativamente barato e pode ser usada de outras maneiras. Um outro uso para a façanha, por exemplo, são terapias-alvo que necessitam alcançar uma célula ou um tecido específico -como os tumores, no câncer.

Fonte: Brasileiros