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08/08 - Saiba usar com segurança os remédios isentos de receita médica


Por  Sincofarma MG  Postado 11/8/2016

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou novas regras para a venda de medicamentos que são isentos de prescrição médica. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União desta semana. A Agência definiu critérios para esses produtos, como a obrigatoriedade de ter baixo potencial de dano no caso de ingestão em grande quantidade.

Esses medicamentos são facilmente identificados nas farmácias: são aqueles que ficam nas prateleiras, e o cliente pega sem precisar solicitar no balcão, onde somente o funcionário tem acesso. Esses remédios podem ser oferecidos assim porque estão dentro de uma categoria específica: medicamento isento de prescrição (MIP).

– Muita gente confunde e chama isso de automedicação, mas não é. Usar esses medicamentos, da forma correta, é autocuidado, um termo definido pela Organização Mundial da Saúde. É o remédio para tratar de sintomas menores, como uma dor de cabeça, mas que não curam nada – explica a vice-presidente executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Marli Sileci.

Medicamentos Isentos de Prescrição 

/// A utilização responsável de MIPs é uma prática de autocuidado alinhada com a classificação da OMS (Organização Mundial da Saúde).

/// Segundo a OMS, o uso de medicamentos disponíveis isentos de receita é aceito como parte dos cuidados de saúde. 
/// Os MIPs são aprovados pelas autoridades sanitárias (Anvisa) para tratar sintomas menores como dores de cabeça e resfriados. 
/// Entre os benefícios estão conforto do usuário, já que não há necessidade de ir a um serviço de saúde para tratar de um sintoma conhecido.
/// Esses medicamentos também exercerem um papel social e econômico importante ao desafogarem o sistema de saúde.

O que não é condenável e oferece altos riscos para a saúde de qualquer pessoa é o uso sem receita médica dos remédios tarjados. Esses, sim, só devem ser usados com recomendação médica. Para a venda desses medicamentos, as farmácias exigem prescrição. Em alguns casos, o farmacêutico fica com uma via da receita.

Responsabilidade

Mas estar isento de receita não significa que pode ser usado de qualquer jeito. Mesmo oferecendo risco baixo em caso de superdosagem, esse medicamento precisa ser administrado com atenção.

– Entre os cuidados está ler a bula. É mito que MIP não tem bula. Tem, sim. E no caso dos vendidos em cartelas, o paciente pode solicitar no balcão da farmácia. Ainda, outra coisa importante: procurar um médico no caso do sintoma não desaparecer em alguns dias – avisa Marli.

As quatro regras para medicamentos isentos de receita 

1 – Deve ser usado apenas para pequenos males ou sintomas menores, já diagnosticados ou conhecidos. 
2 – É preciso se certificar de que seja medicamento isento de prescrição médica, de preferência com a ajuda do farmacêutico. 
3 – Ler sempre as informações da embalagem do produto antes de tomá-lo. 
4 – Parar de tomar o medicamento se os sintomas persistirem. Neste caso, o médico deverá ser consultado.

Sim, e mensagem é conhecida, vem sempre no fim (em alta velocidade) dos comerciais desses medicamentos no rádio e na TV (propaganda possível, justamente, por estar dentro da categoria MIP). E esses sintomas, explica Marli, não devem persistir por mais de uma semana. Ou seja, em poucos dias, se persistir aquela dor de cabeça, é hora de procurar um médico e parar de tomar o anelgésico.

Os novos critérios da Anvisa

/// Tempo de comercialização: tempo mínimo de comercialização do princípio ativo ou da associação de princípios ativos

/// Segurança do medicamento: baixo potencial de causar dano à saúde quando obtido sem orientação
/// Sintomas identificáveis: sintomas devem ser facilmente detectáveis pelo paciente, seu cuidador ou pelo farmacêutico
/// Utilização por curto período: exceto para os de uso preventivo (vitaminas), bem como para os específicos e fitoterápicos indicados para doenças de baixa gravidade
/// Ser manejável pelo paciente: uso fácil tanto para o paciente quanto para o cuidador
/// Baixo potencial de risco: no caso de doses muito acima das preconizadas
/// Não apresentar dependência: sem substâncias que tem potencial de causar dependência mesmo dentro do uso indicado

A proposta da Anvisa de mudanças nessa categoria passou por Consulta Pública no ano passado. À época, cidadãos tiveram 60 dias para enviar contribuições para o texto, que se destinava a revisar e substituir a norma anterior.

Os tipos mais comuns

/// Analgésicos 

/// Antitérmicos
/// Antigripais
/// Antiácidos
/// Spray/gel para dores musculares
/// Colírios com função meramente lubrificante

Na norma anterior, inexistia a possibilidade de atualização da lista de remédios isentos de prescrição médica. A partir da publicação da nova regra, "as indústrias farmacêuticas que têm hoje registros de medicamentos passíveis de enquadramento como Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), passam a contar com regras claras para solicitar à Anvisa o reenquadramento", informou o órgão.

Classificação dos medicamentos

 

MEDICAMENTOS TARJA VERMELHA

/// Necessitam de receita para serem comercializados, se destinam a quadros clínicos que exigem maior cuidado e controle. Alguns precisam, além da apresentação da receita, que ela fique retida pelo farmacêutico. São conhecidos como remédios controlados e psicotrópicos, que podem causar dependência e trazer muitos efeitos colaterais e contraindicações.

MEDICAMENTOS TARJA PRETA

/// Também necessitam de prescrição para serem vendidos e ingeridos. A diferença é que necessitam de maior controle, já que podem apresentar mais efeitos colaterais e reações adversas e possuem ação sedativa ou com impacto no sistema nervoso central. Podem causar dependência. A venda é condicionada à apresentação de receita especial na cor azul.

MEDICAMENTOS SEM TARJA

/// Chamados também de medicamentos isentos de prescrição (MIPs), podem ser tomados e adquiridos sem prescrição. Destinam-se a situações corriqueiras para tratar sintomas menores e conhecidos. Caso os sintomas persistam, o uso deve ser interrompido e o médico deve ser procurado.

MEDICAMENTOS GENÉRICOS

/// Geralmente designados com a tarja amarela e a letra “G”, apresentam o mesmo princípio ativo que um medicamento de tarja vermelha ou preta, ou de um sem prescrição. Como esse tipo de medicamento não tem marca, o consumidor tem acesso apenas ao princípio ativo e deve apresentar a receita médica, quando houver necessidade.

MEDICAMENTOS SIMILARES

/// Os similares são identificados pela marca ou nome comercial e possuem o mesmo princípio ativo, mesma forma farmacêutica e via de administração dos medicamentos tarjados. A diferença entre similares e os outros está relacionada a aspectos como prazo de validade, embalagem, rotulagem, tamanho e forma do produto.

Fonte: Diário Gaúcho