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19/09 - PG será referência na produção de medicamentos para o HIV e câncer


Por  Sincofarma MG  Postado 21/9/2016

Parceria estabelecida entre o Tecpar e a UEPG deverá ampliar o acesso a remédios de alta complexidade.

A parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) deverá garantir avanços significativos na saúde de pessoas portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e também de alguns tipos de câncer.

A informação foi confirmada em primeira mão ao Jornal da Manhã na semana passada pelo diretor-presidente do Tecpar, Júlio Felix. “O Laboratório de Produção de Medicamentos (Lapmed), que será construído em Ponta Grossa a partir do próximo ano, terá a possibilidade de produzir antirretrovirais, remédios que combatem a multiplicação do HIV e fortalecem o sistema imunológico, combatendo ainda outras doenças como a Hepatite C. Além disso, no mês passado, graças a um memorando de entendimentos firmado com a indústria farmacêutica portuguesa Bluepharma, demos um passo importante para viabilizar a fabricação de medicamentos sintéticos para o combate do câncer. Tudo isso será direcionado para a planta industrial dos Campos Gerais”, afirmou. Em relação aos sintéticos, existe ainda a parceria com uma empresa privada brasileira, a Axis Biotec.

Em ambos os casos, de acordo com Felix, a unidade será pioneira no país. “Atualmente, a indústria farmacêutica brasileira produz antirretrovirais que demandam de baixa tecnologia. Com a nova planta, iremos fabricar produtos com tecnologia avançada, o que poderá ampliar os ganhos em qualidade de vida para os pacientes”, conta. As readequações da estrutura já existente na UEPG custará cerca de R$ 15 milhões. “Com os equipamentos, esse valor deve dobrar”, complementa o diretor-presidente. Em relação aos medicamentos do câncer, o Tecpar já tem garantido pelo Ministério da Saúde o desenvolvimento de remédios biológicos, como o Bevacizumabe, usado para o tratamento de diversos tipos de câncer e degeneração macular, com a empresa russa Biocad. “A planta industrial está em construção em Maringá. Todavia, quando se fala em sintéticos, o Lapmed será uma novidade no mercado brasileiro”, detalhou Felix.

Além do caráter científico, a expectativa de fabricação em Ponta Grossa também facilitará o acesso aos medicamentos por parte da população. “São produtos de alto valor agregado. Com a fabricação em Ponta Grossa, eles passarão a ter um baixo custo para o mercado”, disse Felix. Da mesma opinião compartilha o presidente da Bluepharma, Paulo Barradas Rebelo. “Com esse acordo, vamos ajudar a melhorar o acesso a medicamentos de alta potência e atender melhor a saúde pública”, explanou.

Tecpar já tem mais de 70 anos de atuação

O Tecpar é uma empresa pública do Governo do Estado e tem 76 anos de atividade. Os negócios do Instituto são divididos em quatro pilares: Soluções Tecnológicas, oferecendo ao mercado serviços tecnológicos para apoio às empresas; Empreendedorismo Tecnológico Inovador, com a Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec) e com os parques tecnológicos; Educação, com cursos de qualificação para o mercado privado e ainda com desenvolvimento de capacitações para servidores municipais de prefeituras; e Indústria Farmacêutica e Biotecnológica, com desenvolvimento de kits diagnósticos veterinários, vacina antirrábica e produção de medicamentos de alto valor agregado para a saúde pública brasileira.

Patentes

A colocação no mercado dos remédios que estão programados para serem produzidos pelo Lapmed da UEPG também dependerá da liberação de patentes. A previsão, segundo Júlio Felix, é de que um deles deva conseguir o registro em abril de 2017.

Fonte: A Rede