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2/3/2016 - Profissionais liberais são alvo da Receita


Por  Sincofarma MG  Postado 2/3/2016

Chegou a hora de acertar as contas com o Leão. Começou ontem o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2016 (ano-base 2015). O documento precisa ser enviado à Receita Federal por pessoas físicas com rendimentos tributáveis acima de R$ 28.123,91, ou rendimentos isentos, não tributáveis ou tributáveis só na fonte acima de R$ 40 mil no ano passado.

A apresentação também é obrigatória para contribuintes que tiveram ganhos de capital na venda de bens e direitos, sujeitos à incidência de imposto, ou operaram na bolsa. A Receita espera receber 28,5 milhões de declarações até 29 de abril, quando acaba o prazo. A multa por atraso vai de R$ 165,74 até 20% do débito.

O Fisco vai apertar o controle sobre os profissionais liberais. Médicos, psicólogos, odontólogos, fisioterapeutas e advogados terão de incluir o número do registro profissional. Eles terão um campo para informar, mês a mês, o quanto receberam e o CPF de cada cliente. Até o ano passado, só era preciso dar o rendimento global. Para as pessoas físicas que recebem aluguel, os rendimentos deverão ser informados em separado, com os dados mês a mês.

No campo de rendimentos não tributáveis, haverá ficha para informar o pagamento da contribuição previdenciária, para pessoas com moléstias graves, que têm direito a deduzir os gastos.

A partir de 2016, também será preciso pôr na declaração o número do CPF de dependentes de 14 anos completados até o dia 31 de dezembro de 2015. Antes, a idade mínima era 16 anos.

Foi eliminada a ficha do cônjuge. Só será preciso informar o CPF do marido ou esposa. Além disso, será possível importar automaticamente o CPNJ de empresas das quais o contribuinte tenha recebido participação nos lucros e resultados, rendimentos de poupança ou rendimentos de aplicações financeiras em 2015.

Pendências - Quando terminar de preencher a declaração, a pessoa física poderá verificar pendências, gravar e enviar o documento à Receita clicando num único botão. Antes, era preciso passar por essas três etapas separadamente. Segundo o Fisco, isso acabava criando o risco de o contribuinte enviar a declaração errada. A pessoa gravava a declaração, depois fazia alguma modificação, esquecia de gravar novamente e mandava à Receita o documento sem as alterações desejadas.

Será possível gravar no programa do IR três tipos de declaração: a que ainda está sendo preenchida (para salvar as informações), a que está gravada e pronta para ser enviada e a que já foi enviada, com o número do recibo.

A declaração pode ser feita por meio da página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou por dispositivos móveis, como tablets e smatphones. No entanto, há algumas restrições para a entrega por dispositivos móveis. Quem teve rendimentos tributáveis superiores a R$ 10 milhões em 2015 não pode usar essa opção.

Essa limitação também vale para quem recebeu rendimentos no exterior. Já no caso da declaração on-line (feita por quem preenche o documento diretamente na página do Fisco), as restrições são praticamente as mesmas, mas quem obteve rendimentos superiores a R$ 10 milhões pode optar por ela, pois tem certificação digital.

Assim como no ano passado, a Receita vai fazer em 2016 o preenchimento prévio das declarações do IR para quem possui certificação digital. . Caso o contribuinte concorde com as contas da Receita, ele precisa apenas enviar o documento. (AG)

 

Fonte: Diário do Comércio

 

Empresários do varejo veem cenário regular para negócios

São Paulo - Os empresários do setor de materiais de construção acreditam que as vendas devem mostrar comportamento regular no mês de março. Entre os entrevistados pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), 15,8% estimam bons resultados no mês, enquanto 63,1% disseram que o período deve ser regular e 15,8% assinalaram o mês como ruim. Outros 5,3% apontam março como muito ruim.

A leitura para o mês que vem é melhor que a avaliação de fevereiro, quando a observação “bom” contou com 5,3% dos entrevistados. O segundo mês do ano foi considerado regular por 57,9%, enquanto 26,3% definiram o período como ruim. Uma fatia de 10,5% disse que fevereiro foi muito ruim.

“De acordo com o indicado pelas empresas, há uma certa estabilização no conceito de vendas regulares para os próximos dois meses, e uma pequena melhora na pretensão de investimentos e da utilização da capacidade das fabricas”, afirmou o presidente da entidade, Walter Cover. “É um pouco cedo para falarmos em uma reversão da tendência negativa que predominou no ultimo ano, mas é possível que estamos vendo uma reação no mercado do varejo”, acrescentou.

Já no mercado imobiliário e nas obras de infraestrutura, a perspectiva continua negativa, esperando sinais para restaurar a confiança das famílias e dos empresários para voltar a investir. Se persistirem os números de estabilidade na próxima pesquisa, a Abramat já espera dizer que o mercado parou de cair e se prepara para uma transição em 2016 em um nível de atividade similar a 2007.

Expectativas - A Abramat informou também que, em fevereiro, nenhuma empresa tem boas expectativas quanto às ações do governo para o setor da construção civil nos próximos 12 meses. A avaliação de 73,7% dos entrevistados foi de pessimismo nesta questão - enquanto os outros 26,3% revelaram indiferença.

O resultado apresentou estabilidade do otimismo, que estava em zero desde novembro. Em igual mês do ano passado, a taxa estava em 11%. O histórico de pessimismo recuou frente aos 79% de janeiro, mas aumento antes os 50% em fevereiro do ano passado.
A sondagem da associação indicou também que, na média, 42% das indústrias de materiais pretendem investir nos próximos 12 meses O resultado representou uma melhora em relação a janeiro, quando a intenção relatada era de 37%. Em igual mês do ano anterior, o indicador estava em 47%. (AE)

 

Fonte: Diário do Comércio