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23/08 - Tomar meia dose de remédio é o mesmo que dividir o comprimido?


Por  Sincofarma MG  Postado 29/8/2016

Que atire a primeira pedra quem nunca cortou um comprimido. Se você nunca fez isso, certamente conhece alguém que divide remédio para tomar "meia dose". Há também aqueles que esmagam o medicamento ou abrem as cápsulas para "facilitar" a ingestão. Fazer isso é bastante comun, mas pode colocar a saúde em risco. Afinal, se você está tomando um remédio, é porque alguma coisa não está bem no seu organismo.

Segundo a farmacêutica e assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG), Danyella Domingues, essas práticas são condenáveis. Ela alerta que modificar a forma original de um comprimido ou cápsula interfere diretamente em sua eficácia. "Os medicamentos são produzidos pensando na chamada biodisponibilidade, que é o tempo pré-determinado para que aquelas substâncias comecem a agir no organismo. Quando um comprimido é partido ou esmagado, ou uma cápsula é aberta, este tempo é diretamente alterado e muda a forma de ação do medicamento", explica a especialista.

Além de comprometer a eficácia da substância, partir um comprimido não garante que se está tomando exatamente "meia dose". Isso porque, com métodos caseiros, é impossível comprovar que as duas partes são iguais, explica a farmacêutica. Outro problema, de acordo com Danyella Domingues, é que o remédio pode ser contaminado ao entrar em contato com utensílios de cozinha, como as facas, que geralmente são utilizadas para quebrar as drágeas.

Já em relação à marcação que existe em alguns comprimidos, e que a maioria das pessoas acredita servir para dividi-los ao meio, a especialista esclarece que se trata apenas de uma marca deixada pelo molde que alguns laboratórios usam para compactar o medicamento. Ou seja, não é a indicação de que aquele remédio pode ser cortado ao meio.

Medicamentos manipulados

A manipulação é a solução para os casos em que não se encontra o remédio na dosagem que o médico receitou. "O ideal, nesses casos, é retornar ao consultório e solicitar ao médico que faça uma nova prescrição para que o medicamento seja manipulado com a dosagem exata", aconselha Danyella Domingues.

Ela rechaça a crença popular que questiona a eficácia dos medicamentos manipulados. "O remédio manipulado funciona exatamente da mesma forma que os industrializados. O que faz diferença é a qualidade no processo de manipulação", afirma a farmacêutica e assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais.

Fonte: Encontro