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MACONHA AGE EM DETERMINADAS DOENÇAS


 

Em paralelo ao debate sobre a legalização da maconha, cresce o número de pesquisas a respeito do potencial médico de substâncias presentes na planta. Câncer, glaucoma e esclerose múltipla são algumas das doenças para as quais o uso terapêutico da droga já é permitido em 19 estados dos Estados Unidos. 
 
Entre 400 substâncias que compõem a cannabis, duas têm comprovadamente efeitos terapêuticos: o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol. O THC é indicado para náuseas evômitos, induzidos pela quimioterapia do câncer, e dores neuropáticas. Já o canabidiol combate alguns efeitos adversos do THC e age como ansiolítico.
 
Um estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que essa substância diminuiu a ansiedade de pacientes com fobia social. “Ele pode ser uma alternativa como medicação para a ansiedade. Ele não causa dependência, tolerância, nem sedação como outros medicamentos disponíveis para o problema”, diz o psiquiatra e professor do departamento de Neuropsiquiatria da Faculdade de Medicina da USP José Alexandre de Souza Crippa.  
 
Entre as novas pesquisas, Crippa cita as que mostram os efeitos da substância como anti-inflamatório, que poderia ser usado para a asma, e como neuroprotetor, para o tratamento das doenças de Parkinson e Alzheimer. “Estamos testando na dependência do tabagismo e temos um estudo em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para testar na dependência de crack”, acrescenta. 
 
Fonte: Gazeta do Povo - PR