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PZIFER ABRE MÃO DE NEGÓCIO LÍDER DE VENDA PARA EQUILIBRAR FINANÇAS


 

Zoetis, de medicamentos para animais, cresce acima das outras áreas do laboratório americano. Mercado brasileiro é dominado por multinacionais.

Não é comum que empresas em dificuldade decidam se desfazer de áreas promissoras. Por isso, a decisão da Pfizer, maior fabricante de medicamentos do mundo, de tornar sua divisão de medicamentos veterinários em uma empresa independente causou estranhamento nas pessoas menos familiarizadas com o mercado farmacêutico.
 
Em 2011, o crescimento da Pfizer foi de 0,5%, chegando a US$ 67,4 bilhões. Para este ano, com o fim de patentes importantes, como a do medicamento Lipitor, as perspectivas também não são promissoras. Enquanto isso, a divisão animal aumentou suas receitas em 17%, atingindo
US$ 4,2 bilhões.Onúmero coloca a Pfizer na liderança do setor de medicamentos animais.
 
Por trás da decisão da Pfizer de dar independência à área veterinária, agora rebatizada de Zoetis, está o desejo de deixar o negócio mais enxuto e, assim reduzir custos e ganhar agilidade. “Estamos focados em crescer de maneira sustentável, destinando nosso capital para criar
uma operação mais competitiva e flexível”, afirmou recentemente, Ian Read, presidente da companhia. A Zoetis abrirá seu capital em breve.
 
Um mês antes de anunciar a criação da Zoetis, a Pfizer comunicou ao mercado a venda de sua divisão de produtos de nutrição infantil para a Nestlé. Os medicamentos animais não tiveram destino parecido por uma questão legal. “Se vendesse a área para outra gigante do segmento,
a Pfizer enfrentaria problemas com os órgãos de defesa da concorrência”, afirma Damien Conover, analista do setor farmacêutico da Morningstar.
 
Brasil é promissor
A área de medicamentos animais da Pfizer no Brasil representa 15% dos negócios da companhia. Por aqui, a presença do maior rebanho bovino comercial do mundo é umdos principais fatores de estímulo ao crescimento do mercado. Nos últimos anos, o faturamento do setor
cresceu acima dos 10%, até chegar a R$ 3,4 bilhões de receitas em 2011. “Como é um setor muito dependente de pesquisa, são as multinacionais que dominam o mercado”, diz Emílio Salani, diretor do Sindicato das Indústrias de Produtos para Saúde Animal.
 
Fonte: Brasil Econômico – São Paulo